Theme feito por anjo-mortal e heey-fuck-you.
Não copie, seja original e saiba valorizar a porra da paciência de quem passa horas fazendo esse crlh, rs.
Ergueu-se no chão, preparou o café de sempre, escaldante e amargo. Envolveu a xícara delicadamente com as mãos pálidas e frias, sentiu um arrepio percorrer por todo o corpo ao senti-las esquentando. Desejou que aquele café esquentasse seu coração também, desejou que esquentasse-a por dentro. Bebeu-o todo de uma vez, rasgando a garganta devido à alta temperatura, suspirou um pouco mais de ânimo para dentro dos pulmões de olhos fechados. Abriu os olhos decidida à mudar. Soltou os cabelos e os deixou cair de qualquer jeito sobre os ombros, rasgou a meia-calça com as unhas afiadas e não se importou com o rímel borrado pelas lágrimas. Deixou a xícara de lado e se viu no meio da chuva, do lado de fora do portão, estava frio e não havia ninguém por perto. E ela também não fazia questão, se sentia tão livre quanto a chuva que caía e escorria no chão para onde quisesse, deixou os coturnos invadirem as poças d’água e deixou que a água molhasse seu cabelo, afinal, quem se importaria? Vagou por ruas e mais ruas com um sorriso malicioso no rosto, uma vontade de começar pelo caminho errado para ver se dessa vez dava certo. Foi então que percebeu o que realmente estava errado, foi então que percebeu o quanto o que estava fazendo era ridículo. Aquilo não era ela. Ela não era aquela garota que não se importava com o que diziam, não era aquela garota que esquecia tão rápido das pessoas quanto esqueciam dela. Ela não era aquela garota que tinha a coragem de falar tudo que pensa, sem medo de ser julgada ou punida. Ela não era aquela garota forte, afinal, a quem estava tentando enganar? Jogou-se na calçada molhada e encostou-se na parede pichada com um “Volte para as suas raízes”, o que não era seu caso. Derramou-se nas lágrimas que se misturaram com a chuva que caía sobre ela. Sua farsa acabara ali. Podia se ver como aquela garotinha doce jogada à chuva, sentindo tudo e ao mesmo tempo nada, era aquilo que a chuva tirara dela, rosto limpo, roupa molhada, uma inocência enorme no coração que a impedia de ver que o que ela era, poderia não ser bom para os outros, mas era bom para si. Podia se ver como um rímel, algumas roupas pesadas e uma aparência de quem não se importa, não enganam o coração. Não enganam quem ela realmente era, na verdade, só enganava a ela mesma por alguns instantes. Ela não era, na verdade, nada do que tentava ser, ela era o que sempre foi, o que sempre se cansava de ser. (memoriastrancafiadas)
Ergueu-se no chão, preparou o café de sempre, escaldante e amargo. Envolveu a xícara delicadamente com as mãos pálidas e frias, sentiu um arrepio percorrer por todo o corpo ao senti-las esquentando. Desejou que aquele café esquentasse seu coração também, desejou que esquentasse-a por dentro. Bebeu-o todo de uma vez, rasgando a garganta devido à alta temperatura, suspirou um pouco mais de ânimo para dentro dos pulmões de olhos fechados. Abriu os olhos decidida à mudar. Soltou os cabelos e os deixou cair de qualquer jeito sobre os ombros, rasgou a meia-calça com as unhas afiadas e não se importou com o rímel borrado pelas lágrimas. Deixou a xícara de lado e se viu no meio da chuva, do lado de fora do portão, estava frio e não havia ninguém por perto. E ela também não fazia questão, se sentia tão livre quanto a chuva que caía e escorria no chão para onde quisesse, deixou os coturnos invadirem as poças d’água e deixou que a água molhasse seu cabelo, afinal, quem se importaria? Vagou por ruas e mais ruas com um sorriso malicioso no rosto, uma vontade de começar pelo caminho errado para ver se dessa vez dava certo. Foi então que percebeu o que realmente estava errado, foi então que percebeu o quanto o que estava fazendo era ridículo. Aquilo não era ela. Ela não era aquela garota que não se importava com o que diziam, não era aquela garota que esquecia tão rápido das pessoas quanto esqueciam dela. Ela não era aquela garota que tinha a coragem de falar tudo que pensa, sem medo de ser julgada ou punida. Ela não era aquela garota forte, afinal, a quem estava tentando enganar? Jogou-se na calçada molhada e encostou-se na parede pichada com um “Volte para as suas raízes”, o que não era seu caso. Derramou-se nas lágrimas que se misturaram com a chuva que caía sobre ela. Sua farsa acabara ali. Podia se ver como aquela garotinha doce jogada à chuva, sentindo tudo e ao mesmo tempo nada, era aquilo que a chuva tirara dela, rosto limpo, roupa molhada, uma inocência enorme no coração que a impedia de ver que o que ela era, poderia não ser bom para os outros, mas era bom para si. Podia se ver como um rímel, algumas roupas pesadas e uma aparência de quem não se importa, não enganam o coração. Não enganam quem ela realmente era, na verdade, só enganava a ela mesma por alguns instantes. Ela não era, na verdade, nada do que tentava ser, ela era o que sempre foi, o que sempre se cansava de ser. (memoriastrancafiadas)